Depois de Actividade Paranormal, Rec 3 Genesis, Chronicle, e
muitos outros a moda de fazer cinema com a camara na mão, nos óculos ou ate do
computador, está para ficar. Mas a meu ver não durante muito tempo.
VHS foi uma tentativa, por vezes quase que conseguida, de se
tornar num filme de culto.
A história, a início lembra o The Ring. Um grupo de rapazes,
para ganhar algum dinheiro tem que ir a uma casa buscar uma cassete. O pior é
quando um a um, começam a ver as cassetes. Resultado? O primeiro vê a cassete.
Acaba de ver a cassete e morre. O segundo? A mesma coisa. E o mesmo acontece
com o terceiro e o quarto. A essência do filme está mesmo nas histórias
contadas nas cassetes. Mas não em todas. Ora vejamos…
A primeira junta três rapazes que depois de uma noite de
álcool, acabam por levar uma rapariga para um motel que não é nada do que
esperam. Tudo o que acontece a volta da rapariga é bastante interessante e
cativante. Mas ficam as perguntas… Quem é ela e porque faz aquilo?
A segunda cassete fala de um casal jovem “normal”, até um
pouco pudico que vão fazer uma viagem e decidem documentar tudo com a camara.
Numa noite num motel, tudo mudo quando uma rapariga bate à porta a meio da
noite. A cassete ganha bastante pelo fim, que é sem duvida surpreendente.
A terceira e a quarta são as piores. A terceira fala de
quatro jovens que vão para uma lagoa. Resultado? Quatro mortes, não se percebe
bem nem porquê, nem por quem. A quarta é uma história de espíritos (ou não, depende
do que entenderem do que virem) que sinceramente se ganha algum ponto é pelo
fim.
Quando pensamos que o filme até começou bem, mas vai
piorando de cassete para cassete, surge a última, sem dúvida a mais bem
conseguida. É Halloween em 1998. Quatro jovens vão a uma festa a uma casa
grande, cheia de divisões, só que em vez de álcool e miúdas giras, têm direito
a exorcismo, portas voadoras, braços a saírem das paredes e pessoas a serem
sugadas pelo tecto. Os efeitos são bastante bons assim como o final. Dá vontade
de ver um filme de 90 minutos só a girar em torno desta cassete. Mas não, dura
pouco mais de 20 minutos.
No meio disto tudo como já disse quem vê as cassetes morre,
e acabamos de ver o filme com muitos “porquês”, “quem?” e “e agora”.
VHS ganha pelo suspense que consegue passar (confesso que
não sou de me assustar fácil, mas a pessoa que viu ao meu lado tapou os olhos
várias vezes) e principalmente pela primeira e ultima cassete. No meio de tanto
terror cliché, de tantos remakes de tantos assassinos atras de miúdas giras,
VHS consegue ser interessante. Mas não demasiado.


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